Mariana Molina, a Patrícia de 'Verdades Secretas', fala sobre papel na novela

A atriz fala de seus personagens na novela "Verdades Secretas" e na peça "A Antessala - Na Valsa do Tempo" e ainda lembra como foi o início de sua carreira como modelo

Em cartaz no teatro e também no elenco da novela das onze da Rede Globo, Mariana Molina contou ao Almanaque da Cultura sobre suas personagens e o início da sua carreira como modelo e apresentadora de TV.  A atriz atualmente interpreta a top Beatriz na peça “A Antessala – Na Valsa do Tempo“, uma comédia com direção de Ernesto Piccolo, e a colegial fútil Patrícia na novela “Verdades Secretas“. Ela falou também sobre a sua experiência na novela “Malhação”, onde contracenou ao lado do ator/cantor Fiuk. Entre os futuros projetos está a divulgação do curta-metragem “Escolhas”, escrito e dirigido pela atriz Dani Suzuki, onde Mariana contracenou ao lado do ator Joaquim Lopes.

Almanaque da Cultura: Como é a sua personagem na peça “A Antessala – Na Valsa do Tempo”?
Mariana Molina:
 Eu faço o papel da Beatriz, que é uma modelo tipo celebridade. Ela é super romântica que sonha com casamento, com família e filhos. Exatamente o contrário da vida que ela vive. Beatriz também é super engraçada, em um determinado momento da peça ela começa a se soltar e contar segredos sobre a sua vida para o público.

Almanaque da Cultura: Como é contracenar com a atriz Joana Fomm nesta peça?
Mariana Molina: É demais, eu nem imaginava que ela estaria aqui porque a Joana entrou de última hora, no lugar de outra atriz. Eu olho para ela e não acredito que estou em uma peça ao lado dela. Estou apaixonada, acho ela o máximo. Ela é uma atriz incrível.

Mariana em cena como Beatriz, na peça “A Antessala — Na Valsa do Tempo”, em cartaz até este final de semana no RJ

Almanaque da Cultura: Como foi a preparação para a peça?
Mariana Molina: Nós ensaiamos durante um mês apenas, muito rápido. Foi tudo muito corrido, mas deu tudo certo no final. A direção do “Neco” (Ernesto Piccolo) é sensacional. Eu não o conhecia antes, mas fiquei apaixonada por ele (risos). Quero trabalhar com ele sempre que eu puder, de verdade.

Almanaque da Cultura: Essa é a sua primeira peça?
Mariana Molina: Não, já fiz a peça “Chapeuzinho Vermelho”, um infantil, em 2014. A Samara (Felippo) fez também comigo. Wagner Santisteban, meu noivo, também estava no elenco. Foi uma delícia. Antes fiz também “Amigos, Amigos, Amores à parte”, em 2013, com Daniel Rocha, Fernando Roncato e a Julia Faria.

Almanaque da Cultura: Como foi o seu início de carreira?
Mariana Molina: Eu tenho 24 anos e comecei com 9, como modelo. Mas, com essa idade já sabia que queria ser atriz. Na minha escola tinha aulas de teatro e depois comecei a estudar interpretação em outros lugares. Mais tarde comecei a fazer alguns trabalhos com Publicidade e entrei para uma agência. Fiquei um tempo me dedicando um pouco em cada área. Cheguei a apresentar um programa infantil durante cinco anos, dos 12 aos 17 anos, na Nickelodeon (Patrulha Nik, no canal por assinatura), foi muito legal. E quando acabou o programa estava alta e magra e eu recebi um convite da minha agência para começar a desfilar. Morei um tempo em São Paulo e na Itália. Quando eu voltei para o Brasil, em 2009, fui chamada para fazer um teste para a Malhação.

Mariana em cena ao lado do seu noivo, o ator Wagner Santisteban, na peça “Chapeuzinho Vermelhor’, em 2014

Almanaque da Cultura: E como foi a experiência de fazer parte do elenco de “Malhação”, em 2010?
Mariana Molina: Foi delicioso, uma diversão. A gente aprende sem perceber que está aprendendo. Éramos um grupo de 20 jovens começando na profissão, convivendo junto o tempo inteiro. Eu participei da temporada em que o Fiuk era o protagonista. Eu era a Bia, namorada do Bernardo (Fiuk). Aí ele se apaixonava pela boazinha e eu virava a vilã da história (risos).

Almanaque da Cultura: Agora conta um pouco sobre a experiência de gravar a novela sensação do momento: “Verdades Secretas”?
Mariana Molina: Nossa, a novela é uma delícia! Tivemos uma preparação de três meses, o que é muito raro nas produções hoje em dia. A elaboração com o Eduardo Milewicz e o Sergio Penna foi muito legal. Esse preparo foi fundamental para que pudéssemos nos preparar melhor e criar um ambiente legal dentro do estúdio. Depois foi mais fácil contracenar com os outros atores, a sintonia com o elenco está sendo muito boa. A direção do Mauro (Mendonça Filho) é sensacional. Ele sabe exatamente o que fazer para tirar o melhor de cada um de nós. O Walcyr (Carrasco) também está fazendo um projeto muito diferente do que ele vinha fazendo nos últimos anos e está dando super certo.

Almanaque da Cultura: Como é o seu papel na novela?
Mariana Molina: Eu sou a Patrícia, uma menina muito rica, da elite paulistana, que adora estar na moda, só compra roupas caras. Ela faz parte da turma dos líderes do colégio, da turminha das meninas malvadas (risos), que ficam pegando no pé da Angel, personagem da Camila Queiroz. Ela é apaixonada pelo Guilherme e morre de ciúmes dele. Nesta novela fiz amigos que quero levar para a vida inteira, como a Agatha Moreira (que interpreta a personagem Giovanna).

Almanaque da Cultura: Na época que você trabalhava em uma agência como modelo ouviu falar do famoso book rosa?
Mariana Molina:
Já, já ouvi falar bastante. Pessoalmente, eu não conhecia ninguém que fazia. Na agência onde trabalhei em São Paulo nunca fui chamada para fazer nenhum programa desses. Claro, que eu ouvia falar que a agência tal fazia book rosa, mas nunca vi de perto nada disso.

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